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Leitura com Causa: A Felicidade no Trabalho

Publicado originalmente no Linkedin em 30 de agosto de 2021.


Esses são os livros que eu li e estudei nos últimos 12 meses. Foram 31 livros ao total.

Para uns pode parecer pouco e para outros muito. Se eu me comparar com quem não leu nada, posso ter uma ilusão de vantagem. Se eu me comparar com os grandes leitores que devoram quase 70 livros por ano, eu estou muito atrás - nem na metade!


A verdade é que se comparar com os outros não parece uma alternativa inteligente. Quando me comparo com quem leu menos, posso ser tentado pela soberba. Quando me comparo com quem leu muito mais, posso experimentar a ansiedade e o sentimento de inferioridade.


Um pouco clichê, mas pra mim a comparação mais inteligente é o Márcio comparado com o Márcio. E essa é minha escolha.


Pois então:

  • julho/2019 a julho/2020 = 2 livros.

  • agosto/2020 a agosto/2021 = 31 livros.

Eu tenho orgulho desses 31 livros em 12 meses. Mas também tenho orgulho desses 2 em outros 12 meses.


Terminar 2 livros no período não significa que não estudei, muito pelo contrário: o final de 2019 e o início de 2020 foi um período intenso de estudos. Perdi a conta da infinidade de artigos lidos e horas de aulas assistidas.


Nesse período finalizei mais duas pós-graduações, alguns cursos livres, mas sempre olhando para os livros sobre CIÊNCIA DE FELICIDADE na prateleira com aquele pensamento: “depois dessas pós vou conseguir ler e colocar tudo em dia.”


Não foi bem assim que aconteceu. Eles seguiam ali me olhando e eu querendo ler todos enquanto comprava mais 2 ou 3 livros por mês.


Qual foi a virada de chave pra conseguir “vencer” a prateleira? Uma matrícula.


No meio da pandemia decidi que não iria mais adiar os estudos em neurociência. Eu tinha entendido que entender de pessoas era o ponto fundamental para qualquer atividade - e entender de pessoas sem falar de neurociência é uma realidade do passado.


Só que tinha um detalhe… eu ainda não tinha terminado as outras duas pós. Ou seja, até julho de 2020 eu estava matriculado em 3 pós ao mesmo tempo e por isso também me orgulho dos 2 livros lidos no ano anterior.


Estava enfim matriculado na Infinity. O curso: neurobusiness. Neurociência aplicada ao mundo dos negócios.


Com a matrícula veio a oportunidade de pesquisar felicidade no trabalho sob a ótica da neurociência. Isso foi a grande virada. Durante uma sessão de mentoria com o professor Tiago (@prof.tiago.tabajara), em um dos seus questionamentos instigadores, eu me dei conta do tamanho do desafio que teria para explorar dois dos temas mais complexos possíveis: neurociência e felicidade.


Fiz a lista de toda bibliografia que julgava necessária e me desafiei. O tamanho dessa lista? Pois então… isso fica pra outro dia.


Um dos pontos marcantes desse processo foi realmente internalizar que quanto mais nos aprofundamos sobre um assunto, mais percebemos que sabemos tão pouco sobre ele.

Quando me questiono sobre o contraste de um ano para outro, enxergo nitidamente que o fato de ter um propósito bem definido, de ter uma causa, foi um dos diferenciais.

Minha causa tem a ver com minha história. Ao longo da minha jornada no mundo corporativo eu ouvi algumas vezes que era preciso escolher entre ser feliz ou bem sucedido. Quase como uma lei não escrita, mas eu nunca acreditei nisso.


E mesmo com o crescimento no número de pesquisas - reforçando que evidências de que a felicidade é antecessora do sucesso, falando dos benefícios em performance e indicadores a curto, médio e longo prazo, dos cuidados com a saúde mental serem uma questão de sustentabilidade - mesmo assim, os números de burnout, depressão e ansiedade oriundos do trabalho não caem. Pelo contrário, crescem.


Fica lógico que tem alguma coisa errada. Existe um conhecimento validado cientificamente que não é colocado em prática.


O que nos leva ao diagnóstico identificado pelo grande pensador Daniel Pink em 2009: “Existe um descompasso, uma divergência, uma DISTÂNCIA entre o que a ciência sabe e o mundo dos negócios faz.”

"Existe um descompasso, uma divergência, uma DISTÂNCIA entre o que a ciência sabe e o mundo dos negócios faz." Daniel Pink, 2009.

Reduzir essa distância é minha causa.


Sei que a jornada é longa e sabendo que sei tão pouco sobre tudo que há pra saber, sigo estudando, aprendendo e dividindo no caminho.


E por aí, como estão as leituras? Qual livro você me recomendaria para ser o próximo?


Abaixo segue a lista dos livros dessa etapa da jornada:

  1. Felicidade Autêntica - Martin Seligman

  2. Florescer - Martin Seligman

  3. A Ciência da Felicidade - Anthony Grant & Alison Leigh

  4. A alegria de trabalhar - Bruce Daisley

  5. Os mitos da felicidade - Sonja Lyubomirsky

  6. Felicidade dá lucro - Márcio Fernandes

  7. Morrendo por um salário - Jeffrey Pfeffer

  8. Motivação 3.0 - Daniel Pink

  9. Felicidade Construída - Paul Dolan

  10. A organização sem medo - Amy Edmondson

  11. Flow e psicologia positiva - Helder Kamei

  12. Mindset - Mentes de aço, atitudes de ouro - Tiago Tabajara

  13. O cérebro e a felicidade - Rick Hanson

  14. Intervenções com forças de de caráter - Ryan Niemiec

  15. A Ciência da Felicidade - Luiz Gaziri

  16. O cérebro e a inteligência emocional - Daniel Goleman

  17. Originais - Adam Grant

  18. O jeito Harvard de ser feliz - Shawn Achor

  19. Garra - Angela Duckworth

  20. Carta a Meneceu sobre a felicidade e outras cartas - Epicuro

  21. Descubra seus pontos fortes - Tom Rath

  22. A grande arte de ser feliz - Rubem Alves

  23. Seja mais feliz - Tal Ben-Shahar

  24. Em busca de Sentido - Viktor Frankl

  25. Felicidade - Cortella, Karnal e Pondé

  26. O sucesso é ser feliz - Roberto Shinyashiki

  27. Voz ao verbo - Allan Dias Castro

  28. A ciência de ser feliz - Susan Andrews

  29. Stress a seu favor - Susan Andrews

  30. Os quatro compromisso - Don Miguel Ruiz

  31. A felicidade é inútil - Clóvis de Barros Filho

 
 
 

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